quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Água&Azeite


Como tudo tem dois lados, tal como água e azeite. O primeiro, tão profundo, tão natural, à vista de qualquer um. O segundo, casmurro que teima em ficar sempre por cima vencendo a água em qualquer batalha. Complexo mas ao mesmo tempo calculista e inteligente. É engraçado como dois liquidos conseguem ser tão diferentes, não pela gordura do azeite ou pela transparência da água, mas sim pelos segredos e pela complicação de cada um. Estranho, pode assim dizer-se, que nada os une mas também nada os separa, pois nunca estão estão suficientemente longe pra se afastarem, nem suficientemente perto pra se unirem, suprepondo-se um ao outro como força da natureza que puxa pró lado que quer, como tsunami e furacão.

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Incompreendido

É difícil compreender e entender por vezes as mais simples pessoas que nos rodeiam. Amo o teu jeito ao sorrires para mim e até mesmo quando te ris de mim, decoro o teu rosto nesses momentos, enquanto te deixo passar mais uma de muitas vezes ao meu lado, deixando-te ir embora. Quando os pensamentos me descem em torno da cabeça e do meu coração, tudo cai e é aí que não te encontro mais, pois tudo tem um simples toque teu, até um simples som. Serás sempre incompreendido por mim, ainda não captei tal capacidade que permita entender certos olhares, palavras, até mesmo gestos teus. Acima de tudo eu tento, mas esta capacidade de incompreensão talvez já tenha nascido comigo. Sem mais desculpas, tuas e minhas, vem ao meu encontro, e conta-me finalmente que histórias escondes. Não me olhes nos olhos, não vai valer a pena. Vai valer sim a pena que nada seja um plano, vais ter de entender. Pelo sim pelo não somos culpados, ou não? Vê só como é engraçado como nós não falamos? Apenas simples trocas de idiomas.

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

forevertwentyfour

Por mais palavras que se digam, boas e más, gestos que se tenham, próprios ou menos próprios, atitudes e acções, de cabeça fria ou quente, nada muda o que é suposto chamar de sentimento, nada apaga, porque no fundo e na última etapa de todas, mesmo que existam milhões de etapas, ele fala sempre em último, ele dita, ele escreve, ele fala, ele sobretudo sente, o coração. E mesmo que possamos pensar que este pequeno e miserável orgãzinho que temos dentro de nós pode ser comandado ou alterado, ele passa-nos a perna assim que menos esperamos. É por isto e por tantas outras tretas que nem precisam de ser ditas, que independentemente do que diga, faça e aconteça, é a ti que te amo, em ti que penso, com quem quero estar no dito "para sempre", por ti que sofro, por ti que choro, por ti que tudo. Foi contigo que passei os melhores momentos de toda a minha vida, os piores também verdade seja dita, mas a realidade é esta e por muito que me custe tenho de admitir que a frieza e indiferença que existe em mim não se aplica neste caso prático, isto é, nada prático. Foi contigo que dei valor, dei importânica, tive coisas que nunca tive e nem nunca vou ter com mais ninguém porque não existem pessoas iguais, aprendi que as palavras tambémn contêm nelas sentimentos, tais como nós seres humanos, aprendi o que faz mal, o que faz bem, o que magoa ou não, aprendia a partilhar, a gostar, sobretudo a amar e a ver-te com olhos que nunca tinha usado anteriormente, como se fosse um novo olhar. Ri, chorei, gritei, fiquei histérica, parti objectos, deprimi, baixei a guarda, desliguei o sistema e morri por dentro. É por tantas merdas que nunca existirá ninguém na minha vida como tu, nem que venham mil seres humanos, serás sempre tu e só tu. Amo-te.

vinteequatrodeoutubrodedoismileoito

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

soli

És a rapariga mais sozinha deste planeta, aguentando cada golpe em silêncio e da melhor maneira que podes. Sentes amor como quem joga um trapo, e choras quando o vês partir, quando que vês que ele nem sequer olha para ti. Irei ver-te morrer vezes e vezes sem conta, sendo tu a rapariga mais solitária deste planeta, eu só queria que isso desaparece.

domingo, 12 de setembro de 2010

"Nós"

A palavra "nós" é fortemente ultilizada pelas pessoas, sobretudo nas relações, pelos casais resumidamente. Um dos pontos chatos e estúpidos de uma relação é isso mesmo.. o facto de usarem essa palavra a todo instante, nomeadamente mais um parceiro do que o outro. Porque dizer nós quando falamos de sentimentos? O sentimento, o acto de sentir é algo solitário, é algo que apenas um sente, e apenas quem sente sabe o que sente, certo? Então porquê usar um nós quando essa palavra não tem nada de solitária? X pode sentir-se a pessoa mais feliz do mundo, no auge da magia, algo magnífico. No entanto Y pode sentir-se preso, encurralado e angustiado! Quando se trata de sentimentos existe um nós? A resposta é não.

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Lenda


Lembras-te do que sentias quando os nossos olhares se cruzavam? Os arrepios e o nervoso miudinho. Apreciavamos essa felicidade e quando chegou o seu fim fiquei confusa de certo modo. Olhares e sorrisos trocados, foi aí que entedemos que não havia volta a dar. Palavras, o "amo-te" vindo de ti e que eu correspondi, e agora ainda te amo apesar de tudo. Estás na minha mente e no meu coração, só queria saber se vais despedaçá-lo, parti-lo em mil pedaços para outrora o colares. Eu lutei contra tudo, contra isto, tentei e esforcei-me tanto, e todos os dias eu pensava, eu desejava que fossemos um do outro, mas tu.. e eu.. . E agora já é passado e ainda assim sinto a tristeza a invadir-me por dentro, vontade de fugir, desaparecer e nunca mais voltar. Não olho para ti, não consigo, e tu nem sequer sabes porquê, porque o meu esforço de atenção não valeu. Estás na minha mente, estás no meu coração, gostava de voltar ao início, mas ..


Qualquer coisa a ver com amores desta vida e da outra!

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

vidas de metropolitano


É quando caminhas pela rua que vês coisas que nunca viste, coisas que não acontecem contigo nem aos teus próximos, coisas fora do teu mundo cor-de-rosa. Observas tantos seres diferentes à medida em que vais caminho.. um casal de namorados super feliz que acabou de se reconciliar, uma idosa perdida não habituada a estas modernices como diz ela, adolescentes rebeldes a passarem por ti, um homem preocupado a fazer contas para o final do mês, alguns engravatadinhos.. e no meio de tanta coisa pensas, onde é que me encaixo? em lado nenhum, porque tu és tu e por mais que tentemos assemelhar-nos à vida de alguém, teremos sempre as nossas alegrias, as nossas tristezas, os nosso problemas, os nossos sonhos, os nossos tudinhos e mais alguma coisa. É nesta altura que reparas que ao teu lado passa um cego, que curiosamente vê mais que todos nós e cita: "só no vosso país se vê tamanha inveja e cinismo". e sabem? cego é aquele que não quer ver, ele tem mais que razão.

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

hm + coise + se = saudade

A saudade não é um objecto, não é algo tocável que se possa dizer a sua forma, cor, sabor ou cheiro, não é algo que se possa ver. Apenas podemos senti-la e falar dela como cada um entender, à sua maneira. Para falar em saudade é preciso acreditar que esta realmente existe entre nós, é preciso senti-la e aceitá-la. Ela é algo a que chama-mos ausência ou vazio, o estar longe e o querer mais perto. A saudade dói, e esta nunca vem sozinha trazendo sempre algo consigo que nos faz pensar e sentir ainda mais a própria saudade! Espertinha não? Por vezes, quando já não há mais ponta de saudade por onde se pegue, esta traz consigo a sua melhor amiga, a solidão. Quem não sabia o que era saudade, quando a sente percebe imediatamente. Quem não a sentiu vai senti-la um dia, e quem já sentiu jamais a esquecerá.