Tem vários tempos que não escrevo, vários momentos que não publico, talvez porque por breves instantes me tenha esquecido das palavras certas para usar.
Dizer que a vida dá voltas é pouco, dizer que é um carrossel sem fim é muito, mas dizer que me habituei a gerir o enjoo das voltas repentinas talvez me pareça acertado. É depois disto que quando olho e vejo o local onde fui parar, onde estou no momento, me faz sentir muito feliz, borboletas e risos sinistros é pouco para descrever o quão livre é esta sensação. Sim estou livre.
(Risos)... Não consigo continuar..
T!
domingo, 8 de novembro de 2015
sábado, 25 de abril de 2015
curta metragem
Hoje seria um dos dias mais felizes da minha vida, se estivesse a teu lado.
Hoje seria um dos dias mais engraçados da minha vida, se estivesse a teu lado.
Hoje seria azul nos céus, e não chuva e vento, se eu estivesse a teu lado.
Hoje seria pudim e mousse de chocolate em vez de peixe cozido, se eu estivesse a teu lado.
Hoje seria tudo se não fosse o se, se eu estivesse a teu lado.
Hoje seria nada, se tu estivesses a meu lado.
Vinteetrês
Hoje seria um dos dias mais engraçados da minha vida, se estivesse a teu lado.
Hoje seria azul nos céus, e não chuva e vento, se eu estivesse a teu lado.
Hoje seria pudim e mousse de chocolate em vez de peixe cozido, se eu estivesse a teu lado.
Hoje seria tudo se não fosse o se, se eu estivesse a teu lado.
Hoje seria nada, se tu estivesses a meu lado.
Vinteetrês
quarta-feira, 25 de março de 2015
Balada de piano solta, leve
Sinceramente já não sei como me meti nisto, esta bola de neve, esta dor pequenina e aguda que à muito tempo me deixa incapaz de ver a felicidade. Cegou-me, como aquelas lanternas gigantes que se nos apontam aos olhos deixa-mos de ver o que seja, como se fosse madrugada mas como um eclipse sem fim. Sempre tive dificuldade em falar do que sentia, até porque nunca soube bem o que era sentir, sempre andei meio anestesiada. Mentira, acho que uma vez senti de verdade, mas doeu tanto que não quis voltar a isso outra vez. Portanto agora quando sinto, choro, choro muito, mas quando paro penso na dor que senti e fico "afinal não é assim tão mau", isto porque agora quando sorrio, já nem parece genuíno, como era antigamente, como uma selfie perfeita. Já não me lembro bem de como é acordar naqueles dias de sol, em que nos dá vontade de correr nus pela casa sem pensar em mais nada, como um mergulho no mar azul, sem ponta de preocupação, sem o sabor amargo que levo todos os dias. Dou por mim a perguntar qual será o meu propósito se não fazer os outros felizes, fazer os outros sentirem-se bem, fazer para os outros. Imagino como seria voltar a esses dias, enquanto oiço na minha cabeça uma balada de piano solta, leve, como uma criança que sorri sem ver maldade em nada, sem maldade nos que a rodeia. Nessa altura, quando era criança, curiosamente já sentia que as coisas não iriam ser tão alegres como nos filmes, no entanto poderiam ter sido mais difíceis, tendo em conta algumas vidas que andam por aí.
domingo, 22 de fevereiro de 2015
domingo, 8 de fevereiro de 2015
A Felicidade também tem sentimentos
É bom que saibam que para a Felicidade o sol não nasce todos os dias como toda a gente pensa, também tem chuva, vento, frio e nuvens negras. Seria possível existir uma menina chamada Felicidade que não soubesse o que era a dor? Errado, ela sabe o que é e sabe muito bem, é isso que torna a nossa querida Felicidade mais feliz quando se vê ao espelho, sabe distinguir o que sabe do que nos desaponta por completo. No fundo, é isto que a faz abrir os poros da sua pele e sentir alguma coisa, não pode correr o risco de não sentir nada, ou viver ingenuamente que será feliz para todo o sempre.
O bom disto, é que temos que ver, toda a nuvem negra tem contorno prateado, e é quando a Felicidade olha pra sua irmã mais nova e sorri, a pequena Esperança.
O bom disto, é que temos que ver, toda a nuvem negra tem contorno prateado, e é quando a Felicidade olha pra sua irmã mais nova e sorri, a pequena Esperança.
quinta-feira, 22 de janeiro de 2015
Zil
E de repente aquele aperto que pensava que não iria sentir mais, aquela saudade apertada, aquele abraço vazio, aquele "o tempo cura tudo", voltou. Voltou em cheio e atingiu-me com a triste realidade de que nunca desapareceu, eu só fui colocando panos quentes em cima, até criar uma torre muito alta e os paninhos caíram todos. Isto de gostar das escrita tem o que se lhe diga, deixa-nos mais moles pras estas coisas de num rasgo de sentimento querer colocar tudo num papel, como se fosse uma libertação, como se isso nos deixasse melhores. A verdade é que existem dores, aquelas dores pequeninas e agudas, chega até a ser uma impressão, essas realmente nunca passam, vão moendo e quando pensamos que já foram lá vêm as memórias para nos pregar aquelas partidas. Mas a verdade é que..
existem coisas que nunca mudam, saudades que só se tornam mais apertadas e amores imperfeitos que poderiam ser perfeitos se a vida também o assim fosse.
existem coisas que nunca mudam, saudades que só se tornam mais apertadas e amores imperfeitos que poderiam ser perfeitos se a vida também o assim fosse.
segunda-feira, 13 de outubro de 2014
Pares de meias..
No que toca a relações sejam elas de que tipo forem, nos dias que correm cada vez são mais complicadas. Quando finalmente desistimos de desistir de alguém, se é que me faço entender, ou não, passo a explicar: quando finalmente decidimos esquecer todos os defeitos imundos que um ser humano tem e fazer um esforço enorme quase a nível 100% com esse mesmo ser para riscar toda a shit que ele fez nos últimos meses, anos e afins, cedemos, pensamos "se calhar estou a ser má e devia ser mais defensora dos animais mas com as pessoas (segundo os meus amigos é isto que eu faço e está errado)", esse ser sim muito bem sim senhor, consegue ter uma postura normal nos primeiros trinta mil milésimos de segundos, mas depois transforma-se num E.T, que a única coisa que consegue é grunhir coisas que tu simplesmente não suportas ouvir e repugnas, sem conseguir ter uma única atitude normal e ficas tipo "quê!?", sendo que a única vontade que tens naquele momento é voltar atrás e mandá-lo coçar-se pra outro lugar. Essa pessoa desaparece do teu mapa mental mas não emocional porque estupidamente voltaste a preocupar-te se ela tinha comida e roupa lavada digamos, e no final apercebes-te que o teu tempo foi inutilmente desperdiçado quando podias estar num bar a beber um copo e não a viver um drama que não foste tu que o iniciaste.
Após esta pequena revolta dou-me conta de algo importante: já tive relações mais longas com um par de meias.
Após esta pequena revolta dou-me conta de algo importante: já tive relações mais longas com um par de meias.
segunda-feira, 28 de julho de 2014
moonlight
Todo e todo o tempo tu estás na minha mente, balançando de um lado para outro, como uma folha levada pelo vento, mexendo comigo entre pensamentos e eu não sei porquê, mas o sentimento não me parece assim tão mau. Tu podes não ver o ser que és para mim, embora a minha transparência o demonstre claramente que não eras para ser, esse riso, esse olhar, essas palavras que teimam em não sair, silêncio. E agora eu tento segurar-te, só mais um pouco, até ao nascer do sol, como se fosses o meu luar, a minha estrela brilhante, que vê e sabe, até onde consegues levar-me. Sempre que olho nos teus olhos, não olhando, vagueando entre linhas, eles gritam comigo, como se fosses a melhor coisa que me aconteceu. Agora é segurar-te mais um bocadinho, até ao nascer do sol, dormir até ao fim do dia, afastar o vazio, que isto se tornou.
Vazio.
Vazio.
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