quinta-feira, 12 de junho de 2014

Não esperar até que seja tarde demais..

Ultimamente apenas têm sido escolhas erradas. Aparentemente o Universo resolveu virar-se contra mim e todos os fios cortados fazem explodir o conteúdo bombástico. Incompreensão seria pouco para traduzir o sentimento que detenho do que me rodeia, a dúvida constante e uma grande vontade de virar costas e deixar de zelar pelo melhor do próximo. Sempre ouvi dizer que quando as questões são muitas, que as dúvidas e indecisões nos consomem, pois bem, creio que estou a atingir todo o meu limite de infelicidade constante. Os pensamentos, palavras que se tornaram eco na minha mente, pior, no meu coração, levaram-me cada vez mais ao vazio que sinto nos dias que correm.

segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

Poker online

Acho que posso começar  a comparar os nossos dias a um jogo de poker, porque eles são feitos de apostas, de perdedores e  vencedores. Apenas o gerimos com aquilo a que podemos chamar "fichas" e se tivermos sorte e dois dedos de testa para pensar, conseguimos sacar boas cartas, bons pares, bons trios e esperarmos toda a nossa vida por uma sequência real. Como tudo na vida existem sempre dois lados e existem dois tipos de pessoas em determinadas situações (existem bastantes mais, mas estes serão a meu ver os mais básicos e óbvios): os que têm mau perder, a quem nunca saiem boas cartas, a quem tudo corre mal e a "culpa" nunca é sua mas sempre do que rodeia, basta estar a chover e já será um mau dia, e depois temos os que sabem perder, porque a realidade é que toda a gente perde e não vão dizer nem que seja uma vez na vida porque de longe será assim. O ser humano perde, uma, duas, dez, quarenta, cem, biliões de vezes na sua vida..perde as chaves, perde a carteira, perde a paciência, perde a cabeça.. A diferença principal entre estas duas espécies raras de indivíduos, é o que sabe perder ao contrário do "mau perder" do outro, segue, levanta e voltar a cair e no fim, consegue rir-se disso, rir-se de si próprio e tentar ser feliz outra vez, nem que seja depois de chorar o Rio Tejo inteiro.

segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

Família = amigos que escolhemos

É com pesar que nem sempre me sinto bem no que se chama a minha árvore geneológica, digamos que às vezes penso "eu não mereci tanto azar", ou simplesmente que sou eu a ovelha negra, sozinha e incompreendida. Nos dias que correm fala-se muito nos amigos, os amigos são tudo, sendo mesmo a família que escolhemos, o que me leva a perguntar até que ponto escolhi bem. Os anos passam e cada vez nos sentimos mais solitários, os amigos vão desaparecendo, uns vão embora, outros perdemos o contacto e outros cortamos completamente porque realmente a vida ensina-nos e começa a fazer-nos entender que metade deles não valem mesmo a pena, é melhor "cortar". Então no final de contas dou por mim a pensar que não tenho família. Tenho uma irmã que não é de sangue mas fica ali, uma tia que me faz rir e uns primos afastados que de vez em quando dão à costa e vêm jantar cá a casa. Acho que a moral da história é mesmo "nascemos e morremos sozinhos", já esteve mais longe da verdade.

terça-feira, 7 de janeiro de 2014

Não servem pra nada...

Os sentimentos não servem para nada, são pura perca de tempo na nossa vida. Não servem como moeda de troca, não servem como dinheiro, como comida, como saúde, como nada. Afinal, para que existem mesmo, a única coisa que fazê-los é ignorá-los ou complicá-los e passamos maior parte do tempo a tentar destruí-los ou simplesmente apagá-los, não valia mais ter um botão on e off e pronto, o assunto estava resolvido? Quem os inventou realmente não devia ter mais nada que fazer, a vida dele devia ser um churrasco autêntico, é que só pode. "Ah e tal, estou aborrecido, vou inventar sentimentos!" Por favooooorrrr...... totalmente desnecessário.

sábado, 28 de dezembro de 2013

Perna curta

Não penses que a mentira me consolou, que me acalmou ou que me deixou intacta, pois é engano, mas também o silêncio não seria melhor, não tenho dúvidas..aliás, é apenas uma das certezas. Se tudo teve um fim, piedade o que fará de mim se não ainda mais infeliz daquilo que já estou..dor, ansiedade, desapontamento. Não te julgo, não te condeno, não te recrimino, caso contrário não pensaria em ti, não estaria contigo, mais importante que tudo não estaria do teu lado, assim como sempre estive..não poderia de forma alguma contrariar tal destino, nem o meu, nem o teu. A verdade é que tudo passou, morreu, muita coisa caiu por terra e para ressuscitá-la nem sei se com magia, com força, com esperança. A afeição torna-se inútil assim como o carinho, tornando mais difícil as nossas batalhas interiores, intermináveis. É quando penso no ontem que vejo que o hoje e o amanhã já não fazem sentido, jamais serão iguais, grita a minha cabeça, repensa o meu coração. Não procures mentir, a compreensão é rainha, tudo tem justificação quando se fala com o coração, com sinceridade, com amor. Tu tens sorte, eu tenho azar, na verdade a vida foi má para mim, dando-te a sorte a ti de teres alguém como eu que te faça sorrir..mas a culpa não é tua, foi ela, vida. Os meus olhos não choram, não, pois sou incapaz de fazer quando sei que apenas queres perdão e deitará tudo a perder, deixando cair por terra todo o trabalho que tive até agora, esse grande trabalho, o de te fazer feliz. Não digas o que não sentes, eu não preciso, aliás, nem digas nada, o silêncio é muitas vezes o consolo das palavras. Pensa que tudo morre, tudo passa, seja como for..pensei que foi tudo uma grande tolice.

quarta-feira, 18 de setembro de 2013

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Com o cair da noite, o cair do silêncio, eis que a minha melhor amiga se apresenta, a solidão. Ela por vezes é ausente, dando um rasgo de si de vez em quando para que eu saiba que ela existe e que nunca me esquece. Dando um ar da sua graça, ela nunca fala, nunca dá a sua opinião e aparece sorrateiramente sem ninguém dar conta e quando não se espera, pois ela adora surpresas, adora ter a atenção, adora ler os pensamentos das outras pessoas. Muito dada, pois quando aparece é difícil querer ir-se embora, apega-se a ti, dá-te carinho, embora seja um carinho à sua maneira que te faz enjoar e querer que ela vá embora. É uma boa amiga, mas durante pouco tempo, em pequenas doses e a distâncias longas, pois ninguém a suporta muito tempo e muitos a querem ver pelas costas, coitadinha da solidão que só quer alguém amigo para se aconchegar, com o cair da noite, com o cair do silêncio, ser a tua melhor amiga..

segunda-feira, 9 de setembro de 2013

Relógio estragado

Tem passado tão devagar mas tão devagar que é estranho, olho para trás, faço as minhas contas e penso..só, só e apenas isto? Não me encaixo, não relaxo, desconfio e perco o fio à miada, estou quase com vontade de ter uma grande conversa com este senhor que é o tempo. Outro facto interessante ou nada interessante dependendo do ponto de vista, é que nada mudou, nem um nicho pequeno, tudo igual como sempre. Não há maldade em moldes iguais todos os dias quando realmente nos fazem felizes verdade? Mas a mudança é boa e faz falta se for com as pessoas certas a rodiarem-nos nem notamos. Bem, eu já estou por tudo, venha daí esse 2014, mais vale. Venham pessoas novas, venham mais saídas, novos sabores, novos ares e novas piadas. Venham eles!

terça-feira, 20 de agosto de 2013

Nuvem..



Existe uma nuvem, eu conheço-a, é pequenina mas elegante, farta-se de comer poeira e poeira e poeira. Não é uma nuvem solitária, gosta sempre de andar perto de outras nuvens como ela, que tenham diálogo, que a façam sentir bem, sentir-se mimada e bonita, sentir-se pomposa. Junta-se com a sua comunidade de nuvens para que a compreendam para que a ajudem. Mas a nuvem tem um problema, não consegue estar muito tempo próxima das mesmas nuvens não, porque aí ela é levada com o vento, ela foge, juntando-se com outras, novas nuvens, novas coisas. E ela tem outro problema, não gosta que a chateiem, que a aborreçam, que a pressionam nem que a desiludam, porque aí ela choca, faz fita, fica zangada e chove, chove muito em todo lado com a libertação da sua dor. E quando ela entristece, fica negra e negra e aguenta aguenta aguenta até conseguir libertar-se. Mas esta nuvem está sempre lá, mesmo que tente passar despercebida, ou mesmo que ninguém a veja, ela fica sempre no seu canto, junto do céu azul, umas vezes num lugar, outras vezes noutro, que é onde se sente mais feliz.