domingo, 9 de janeiro de 2011

family..

Sei que nunca nos demos bem, sei que as discussões eram diárias e os conflitos constantes, sei que o cansaço se apoderou da nossa cabeça, das nossas palavras. Já me fizeste sentir a pior merda do mundo, já te fiz desejar desaparecer deste mundo e do outro. Só sei que nunca tive tanto medo que te fosses, de te perder como agora, e o que mais desejo neste mundo é que melhores, que cuides de ti, que voltes a ficar bem.. mesmo que para isso a tempestade volte e a bonança se esconda por mais anos, eu prefiro assim. Eu gosto de ti, é uma ligação que não se apaga, e apesar de tudo, só quero que a tua alma se cure.

domingo, 2 de janeiro de 2011

hello new!

Eu adorava quando sentia e escrevia coisas em que acreditava cegamente, quando metia as mãos no fogo e dizia pra mim em pensamentos "isto é mesmo verdade, afinal não sou ingénua, é tudo real". Eu adorava quando pensava que havendo verdade não havia espaço para mentira e que havendo amor não havia espaço para cinismo.. mas facilmente percebi que tudo nesta vida vem aos pares e que por mais que existam duas portas muito semelhantes há sempre uma delas que não é o que parece e que mais tarde ou mais cedo é descoberta, transparente como água. Por mais que a cera seja eficaz, ela vai-se cansando, vai desaparecendo aos poucos e poucos, tal como um creme que se vai tirando com um pouco de algodão. Obrigado 2011, finalmente chegaste.

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

cambolhotas e pinos

Os anos passam e tudo em meu redor continua o mesmo, as mesmas opiniões, as mesmas piadas, os mesmos estados, tudo do mesmo e mais alguma coisa. Uma saturação e um desgaste contante que me leva a ficar sem expressão. O dia-a-dia é o mesmo, o ser humano por vezes não sei o que pensa ou que estás a fazer, simplesmente parece não crer numa mudança para um dia melhor, para um mais belo amanhecer, continuando na sua rotina, com o seu mapa ou o seu gps que não o levam se não mais uma vez a uma via sem saída, gastando o seu "combustível" para nada e nada de nada. Se calhar é por isto e por tudo o que observo que às vezes gostava de adormecer e não acordar mais, vivendo nos meus sonhos onde há sempre algo novo e as pessoas não são simplesmente pedras no sapato ou rochas no meu caminho. É cada vez mais difícil entender nos dias de hoje tudo o que nos rodeia, e nem toda a gente tem essa capacidade, eu não a tenho e sinceramente duvido que a venha a ter. A minha esperança continua a ser a belas, doces e inocentes crianças que vêm chegando ao nosso planeta, talvez estas vejam o mundo com outros olhos que não os nossos, embaciados de tanta chuva. Irão começar certamente onde eu comecei, pela minha ingenuidade de um ser indefeso e inconsciente que é um jovem adulto, mas com o teu chegarão à mesma conclusão que eu cheguei.. a vida é pra ser vivida em costante mudança, só assim poderemos obter e aprender algo com ela. Podem achar triste, cómico ou bizarro o que te digo, mas por vezes, a mudança é mesmo necessária. E quanto é para melhor, acreditem que é a coisa mais bonita à face da terra!

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Água&Azeite


Como tudo tem dois lados, tal como água e azeite. O primeiro, tão profundo, tão natural, à vista de qualquer um. O segundo, casmurro que teima em ficar sempre por cima vencendo a água em qualquer batalha. Complexo mas ao mesmo tempo calculista e inteligente. É engraçado como dois liquidos conseguem ser tão diferentes, não pela gordura do azeite ou pela transparência da água, mas sim pelos segredos e pela complicação de cada um. Estranho, pode assim dizer-se, que nada os une mas também nada os separa, pois nunca estão estão suficientemente longe pra se afastarem, nem suficientemente perto pra se unirem, suprepondo-se um ao outro como força da natureza que puxa pró lado que quer, como tsunami e furacão.

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Incompreendido

É difícil compreender e entender por vezes as mais simples pessoas que nos rodeiam. Amo o teu jeito ao sorrires para mim e até mesmo quando te ris de mim, decoro o teu rosto nesses momentos, enquanto te deixo passar mais uma de muitas vezes ao meu lado, deixando-te ir embora. Quando os pensamentos me descem em torno da cabeça e do meu coração, tudo cai e é aí que não te encontro mais, pois tudo tem um simples toque teu, até um simples som. Serás sempre incompreendido por mim, ainda não captei tal capacidade que permita entender certos olhares, palavras, até mesmo gestos teus. Acima de tudo eu tento, mas esta capacidade de incompreensão talvez já tenha nascido comigo. Sem mais desculpas, tuas e minhas, vem ao meu encontro, e conta-me finalmente que histórias escondes. Não me olhes nos olhos, não vai valer a pena. Vai valer sim a pena que nada seja um plano, vais ter de entender. Pelo sim pelo não somos culpados, ou não? Vê só como é engraçado como nós não falamos? Apenas simples trocas de idiomas.

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

forevertwentyfour

Por mais palavras que se digam, boas e más, gestos que se tenham, próprios ou menos próprios, atitudes e acções, de cabeça fria ou quente, nada muda o que é suposto chamar de sentimento, nada apaga, porque no fundo e na última etapa de todas, mesmo que existam milhões de etapas, ele fala sempre em último, ele dita, ele escreve, ele fala, ele sobretudo sente, o coração. E mesmo que possamos pensar que este pequeno e miserável orgãzinho que temos dentro de nós pode ser comandado ou alterado, ele passa-nos a perna assim que menos esperamos. É por isto e por tantas outras tretas que nem precisam de ser ditas, que independentemente do que diga, faça e aconteça, é a ti que te amo, em ti que penso, com quem quero estar no dito "para sempre", por ti que sofro, por ti que choro, por ti que tudo. Foi contigo que passei os melhores momentos de toda a minha vida, os piores também verdade seja dita, mas a realidade é esta e por muito que me custe tenho de admitir que a frieza e indiferença que existe em mim não se aplica neste caso prático, isto é, nada prático. Foi contigo que dei valor, dei importânica, tive coisas que nunca tive e nem nunca vou ter com mais ninguém porque não existem pessoas iguais, aprendi que as palavras tambémn contêm nelas sentimentos, tais como nós seres humanos, aprendi o que faz mal, o que faz bem, o que magoa ou não, aprendia a partilhar, a gostar, sobretudo a amar e a ver-te com olhos que nunca tinha usado anteriormente, como se fosse um novo olhar. Ri, chorei, gritei, fiquei histérica, parti objectos, deprimi, baixei a guarda, desliguei o sistema e morri por dentro. É por tantas merdas que nunca existirá ninguém na minha vida como tu, nem que venham mil seres humanos, serás sempre tu e só tu. Amo-te.

vinteequatrodeoutubrodedoismileoito

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

soli

És a rapariga mais sozinha deste planeta, aguentando cada golpe em silêncio e da melhor maneira que podes. Sentes amor como quem joga um trapo, e choras quando o vês partir, quando que vês que ele nem sequer olha para ti. Irei ver-te morrer vezes e vezes sem conta, sendo tu a rapariga mais solitária deste planeta, eu só queria que isso desaparece.

domingo, 12 de setembro de 2010

"Nós"

A palavra "nós" é fortemente ultilizada pelas pessoas, sobretudo nas relações, pelos casais resumidamente. Um dos pontos chatos e estúpidos de uma relação é isso mesmo.. o facto de usarem essa palavra a todo instante, nomeadamente mais um parceiro do que o outro. Porque dizer nós quando falamos de sentimentos? O sentimento, o acto de sentir é algo solitário, é algo que apenas um sente, e apenas quem sente sabe o que sente, certo? Então porquê usar um nós quando essa palavra não tem nada de solitária? X pode sentir-se a pessoa mais feliz do mundo, no auge da magia, algo magnífico. No entanto Y pode sentir-se preso, encurralado e angustiado! Quando se trata de sentimentos existe um nós? A resposta é não.